O Metrô fez uma contraproposta de aumento no pacote de benefícios e ampliação do reajuste salarial. Para o vale-refeição, que até hoje era de R$ 19 ao dia, haverá aumento para R$ 23. O vale-alimentação, que hoje é de R$ 150 ao mês. Os metroviários reivindicavam aumento para R$ 280,45. A Justiça propôs aumento R$ 218 e o Metrô aceitou. Sobre o adicional de risco de vida de agentes de segurança e de estação, que hoje é de 10% sobre o salário nominal, os metrovíarios haviam pedido que ele aumentasse para 30%. A Justiça propôs 15% (o que hoje é vigente na CPTM) e Metrô e sindicato aceitaram.
Com relação ao reajuste salarial, a categoria reivindicava inicialmente aumento de 5,37%, mais 14,99% de aumento real. A Justiça propôs um aumento de conjunto de 6,45%. O Metrô fez uma contraproposta de 6,17%. Inicialmente, o sindicato dos engenheiros discordou, mas voltou atrás e ao final da reunião disse que iria levá-la à assembleia dos Metroviários
O presidente do Sindicato dos Metroviários, Altino Prazeres, afirma que o pacote oferecido agora pelo Metrô "é um proposta possível de ser aceita", embora não seja a ideal e esteja "aquém" dos desejos da categoria.
Mais cedo, o diretor do Sindicato dos Metroviários Luis Fernando Breves já havia afirmado que a greve da categoria pode acabar ainda nesta quarta-feira caso a direção do Metrô fizesse uma “proposta um pouco melhor”.
— Se eles [representantes do sindicato] conseguirem uma contra proposta um pouco melhor lá na reunião do TRT nós terminamos com essa greve ainda hoje.
Nesta terça, após terminar sem acordo a audiência de conciliação entre o sindicato dos metroviários e representantes do Metrô, a desembargadora Anélia Li Chum determinou que 100% dos metroviários deveriam trabalhar nos horários de pico, ou seja, das 5h às 9h e das 17h às 20h. Segundo a assessoria do sindicato, a determinação não foi cumprida e 100% dos trabalhadores aderiram à paralisação. Apenas supervisores da companhia estão trabalhando, disse a assessoria. Em relação à multa de R$ 100 mil diária, a assessoria informou que o sindicato vai discutir se fará o pagamento apenas depois de ser comunicado.
"Crueldade"
O governador Geraldo Alckmin disse nesta quarta-feira que a greve dos metroviários, que parou parte do Metrô, é uma “crueldade com a população”. Segundo o governador, a greve é “totalmente absurda”.
— É um grupo radical prejudicando a população trabalhadora.
Mais cedo, o governador afirmou em entrevista que considera a greve “eleitoreira” e fruto da ação de um “grupelho radical”.
O secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, afirmou que o "sindicato precisa ter mais cidadania".
— Já demos reposição da inflação do período. Além disso, demos mais um ganho efetivo, de 1,5%. O sindicato pede 15%. Não há lugar nenhum no mundo que há ganho de produtividade de 15%. É quase que provocar um impasse. Queremos sair dessa situação o mais rápido possível, agora há situações em que não há como, não há recursos financeiros para cobrir um pedido desmedido de 15% a mais.
De acordo com o Metrô, o salário médio de um metroviário é de R$ 4.060, além de benefícios como vale-transporte, assistência médica, auxílio-refeição, entre outros.





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